Camarão cobra ação e liderança de Brandão diante da escalada da violência em São Luís

O clima político esquenta a cada dia no Maranhão. Em meio à onda de violência e insegurança em São Luís, o vice-governador Felipe
Camarão (PT) usou as redes sociais para fazer uma cobrança pública ao governador Carlos Brandão (sem partido), pedindo “presença,
comando e empatia” diante da crise que se instalou no estado.


“São Luís vive dias de medo, dor e revolta. Tiroteios, assaltos, escolas sem aula, comunidades sitiadas. A cidade está refém da violência
— e o povo quer respostas”, escreveu Camarão em tom de cobrança.


Em uma sequência de publicações, o vice-governador afirmou que “segurança pública não é propaganda, é presença, comando e
empatia”, e ressaltou que o governo precisa falar, agir e liderar “especialmente nas horas mais difíceis”.
O petista também criticou o silêncio do governo estadual em meio ao avanço das facções criminosas e ao medo que tomou conta da
capital.


“Enquanto facções disputam território e inocentes morrem, o silêncio oficial ecoa mais alto que os tiros”, disparou

Camarão disse ainda que, mesmo sem comando direto sobre a área de segurança, exerce seu dever de cidadão e vice-governador ao
“cobrar soluções do governo”.


“O povo quer viver — não sobreviver. Quer paz, e não discurso vazio. Chegou a hora do governo mostrar que está do lado certo: o lado
da vida.”


Nos bastidores, e em meio a uma crise politica sem precedentes, o tom das declarações foi lido como um enfrentamento direto a
Brandão, que tem sido criticado pela ausência de posicionamento público e pela falta de comando em meio à crise.

O episódio reforça também as diferenças de estilo entre os dois. Enquanto Camarão tem apostado em uma postura mais política, empática e comunicativa,
enquanto o governador mantém o perfil em estilo oficial.


A cobrança do vice-governador ocorre em meio à pior sequência de episódios de violência registrados recentemente em São Luís, com tiroteios, mortes, escolas fechadas e comunidades sitiadas, o que aumentou a pressão sobre o governo estadual e escancarou a
fragilidade da segurança pública.

Fonte: silvia tereza

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